LOJAS FRANCAS EM CIDADES GÊMEAS BRASILEIRAS

ENTREVISTAS COM OS GESTORES

Autores/as

  • Eloiza Dal Pozzo IDESF
  • Luciano Stremel Barros IDESF
  • Neri Antônio Parcianello RFB

DOI:

https://doi.org/10.59731/rdf.v4i13.146

Palabras clave:

Lojas Francas, Regime Aduaneiro Especial, Cidades gêmeas, Desenvolvimento regional, Fronteira

Resumen

A criação de um ambiente regulatório para a instalação de lojas francas em cidades gêmeas promoveu novas dinâmicas econômicas e de relações urbanas em áreas de fronteira, o que influenciou, inclusive, na representatividade de cidades como Uruguaiana em contextos locais e regionais. Este artigo buscou conhecer a percepção dos gestores de lojas francas sobre este modelo de negócio, objetivo proporcionado a partir da realização de entrevistas semiestruturadas com 7 gestores, que tem lojas francas em 6 cidades dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Tais entrevistas e os dados econômicos apresentados no artigo permitiram conhecer e refletir sobre o perfil, os desafios e as potencialidades a partir de quem convive com este modelo de negócio diariamente.

Dentre os resultados, verificou-se que todos os entrevistados estão satisfeitos com o desempenho de seus negócios, quase a totalidade deles pretende expandir e, dentre as necessidades de melhoria, apontaram aumentar a cota de compras. Sobre as expectativas para o futuro, os entrevistados que tem lojas em cidades menores apontaram a necessidade de investimentos públicos e privados em atrações regionais, tanto para aumentar a quantidade de turistas quanto para incentivar a permanência de mais dias no local. Também foi apontada novamente a expectativa de aumento no valor da cota e um entrevistado manifestou preocupação com a saturação do mercado. De modo geral, ao analisar tanto as percepções dos gestores de lojas francas quanto os números deste mercado, que iniciou efetivamente em 2019, com a abertura da primeira loja, mostra-se que este regime aduaneiro especial comporta-se como um incentivo à promoção de novos negócios e como estratégia de desenvolvimento regional.

Biografía del autor/a

Eloiza Dal Pozzo, IDESF

Jornalista e pesquisadora, Pós-doutora em Políticas públicas e desenvolvimento (UNILA), Doutora em Desenvolvimento Regional (UNIOESTE) e Mestre em Sociedade, Cultura e Fronteiras (UNIOESTE). Tem se dedicado a estudar as regiões de fronteira, especialmente as políticas públicas voltadas para a população jovem. eloiza@idesf.org.br.

Luciano Stremel Barros, IDESF

Economista, Doutor em Relações Internacionais pela Universidade Autónoma de Lisboa (UAL), Mestre em Gestão de Empresas (UAL). Atua como Presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF). Tem se dedicado a estudar as conectografias lícitas e ilícitas dos “vazios” para as cadeias globais, principalmente relacionadas à Hidrovia Paraguai-Paraná. E-mail: barros@idesf.org.br.

Neri Antônio Parcianello, RFB

Bacharel em Economia e em Direito, Pós-Graduado em auditoria e perícia contábil. Atua há mais de 25 anos na área de operações de combate ao contrabando e descaminho realizando o planejamento de operações e interlocução com órgãos públicos e com a imprensa na Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu (PR). E-mail: neriparcianello@gmail.com.

Publicado

2026-07-12

Cómo citar

DAL POZZO, E.; STREMEL BARROS, L.; ANTÔNIO PARCIANELLO, N. LOJAS FRANCAS EM CIDADES GÊMEAS BRASILEIRAS: ENTREVISTAS COM OS GESTORES. Revista (RE)DEFINIÇÕES DAS FRONTEIRAS, [S. l.], v. 4, n. 13, p. 37–59, 2026. DOI: 10.59731/rdf.v4i13.146. Disponível em: https://revista.idesf.org.br/index.php/redfront/article/view/146. Acesso em: 27 jul. 2026.

Número

Sección

Artigos